terça-feira, 28 de abril de 2009

Tradição do Sol e da Lua

Tradição do Sol e da Lua


Tem sido feita muita confusão a respeito da Tradição do Sol e a Tradição da Lua, e o que mais se vê são pessoas falando a respeito sem ter a mínima noção do que estão dizendo, o que só serve para criar mais confusão entre os leigos.

Para que essa confusão não aumente ainda mais, explicarei o que são, de forma geral, sem nos perdermos em detalhamentos demorados.
Em primeiro lugar, um equívoco se popularizou e se tornou corrente : os nomes Tradição do Sol e Tradição da Lua não são os nomes corretos. Os nomes corretos são Tradição da Pomba (Sol) e Tradição da Serpente (Lua). “ Nomenclarura muito utilizada por Magos( mágistas) e alquimistas.”
Deve ficar claro que ambas as Tradições Iniciáticas fazem parte de um mesmo Caminho. Os métodos de cada uma são diferentes, mas elas se complementam e não divergem em ponto algum. Ocasionalmente encontramos pseudo-bruxo ( pseudo-magista) que alegam seguir uma dessas tradições e fazem descaso da outra, como se aquela que é diferente da sua fosse de segunda classe. O que pensa assim nem é bruxo, é a folclórica figura do leigo praticante, o que a Ordem de Arganthus( magistas) costuma se referir como Leigo(não Iniciado) operacional.
As pessoas confundem esses nomes. Particularmente acho que uma forma bem eficiente de gravar um nome é através dos símbolos , porque as imagens, em um sentido mnemônico, podem ser gravadas (e lembradas) com muito mais eficiência que as palavras.
Para que você possa memorizar os nomes, fiz esta tabela :

Mas, o que diferencia as duas Tradições ?

A Tradição do Sol é o sistema padrão, é o aprendizado paulatino e contínuo, ao longo de etapas. É o Caminho mais tradicional, o aprendizado através do sistema Mestre-Discípulo. É onde se aprende aos poucos, à custa de estudo, esforço intelectual e experimentação prática. A pessoa recebe o Chamado, desenvolve interesse intenso pela magia, estuda e se prepara muito até que o Mestre aparece e a conduz a etapas mais elevadas.

A Tradição da Lua a palavra-chave aqui é Intuição. Da Tradição da Lua são todos aqueles que tem revelações, aprendem por intuição, são o que se costuma dizer que tem a Magia no sangue. Tem um compromisso com a Magia, de tal forma forte que trazem de existências anteriores parte do conhecimento, que então se manifesta nesta existência atual.

Normalmente a Tradição da Lua precisará ser complementada pela Tradição da Sol, pois apenas a Intuição e a revelação não podem ser tudo o que se constituirá no sistema mágico a que determinada pessoa seguirá, e é inconcebível a idéia de um bruxo intuitivo sem base de estudos. Muitas operações são precisas demais, há ritos que tem de ser fielmente observados, há procedimentos que tem de ser minuciosamente seguidos, e esses detalhes não vêm por intuição. A Magia revelada através da bruxaria é uma Ciência.
Da mesma forma, mas em sentido inverso, na Tradição do Sol toda a instrução e o treinamento irão desenvolver a intuição, o que abrirá as portas da Revelação. O bruxo propriamente dito tem de ser erudito e intuitivo simultaneamente, de forma que a ausência de uma dessas partes sempre o deixará incompleto. O símbolo Oroboros, a serpente que morde a própria cauda, até pode ser usado para ilustrar essa situação, onde os sistemas se complementam e onde um leva ao outro, não importa por qual deles se inicie a Senda. Todo Iniciado passará por ambas.

Danil - Arganthus

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Ouroboros ou Ourobo.


Ouroboros ou Ourobo.

Significado Geral: Símbolo da eternidade, da continuidade, do eterno retorno.

Etimologia: Na linguagem copta e no idioma hebreu, ouro significa Rei, e ob significa serpente. Sendo que tais expressões são uma interpretação relativamente moderna, não sendo possível analisar uma etimologia mais precisa quanto à raiz exata do termo.

Descrição: Contem os animais míticos do fogo, o Dragão ou a Serpente, num movimento circular engolindo o próprio rabo, dando a idéia de que se alimentam através de si próprios. Aparece somente com uma cor, ou o mais comum; contendo duas cores, representando a união das polaridades, feminino e masculino, claro e escuro, divino e profano e etc.

Tempo e Espaço: Os achados mais antigos deste símbolo possuem indicam mais de 3.000 anos. Foram encontrados em diferentes locais e datas com diferentes povos, dentre eles: Egípcios (Representando a Ressurreição de Rá como o Sol), entre Chineses, Nórdicos (Jormungand), Fenícios, Hindus, Gregos e outros.


Alquimia e Ocultismo: Tal símbolo é largamente utilizado, vindo seguido, na maioria dos livros, da expressão “Hen to Pan” que pode significar “o Um, o Todo” ou "Tudo é um, um é tudo". Marcando desta forma o significado de ressurreição, transmutação ígnea onde o adepto morre e renasce iniciado.

Neo – Paganismo: Simboliza o eterno retorno da alma na roda das existências. Na wicca pode ser utilizado para representar a roda do ano, o eterno retorno do Deus Sol, que pode ser comparado a Serpente - ser ligado ao submundo tal como o Deus, que se sacrifica e renasce constantemente num ciclo eterno. O Círculo pode representar a roda do Sol, o universo e a continuidade para os Wiccanos (wiccanianos)

Curiosidades: Algumas vezes o símbolo aparece criando dois círculos contínuos (8) um acima do outro, e pode ter sido desta representação que o símbolo matemático do infinito surgiu.

Gerald Brosseau Gardner

Gerald Brosseau Gardner

Gerald Brosseau Gardner (13 de junho de 1884 - 12 de fevereiro de 1964) era um funcionário público Inglês, antropologista amador, escritor, ocultista e Bruxo Tradicionalista , que publicou alguns dos textos de referência sobre a Wicca, a Religião da Bruxaria Pagã, da qual foi grande divulgador.
Vida

Gardner nasceu em The Glen, The Serpentine, Blundellands, perto de Liverpool, Inglaterra, numa família de classe média sendo um dos quatro irmãos e viveu com dois deles, Bob e Douglas. O negócio de família era Joseph Gardner & Sons, o importador de madeira mais antigo e importante do Império Britânico, e, tinham origem escocesa.

Os Gardners tinham ao seu serviço uma enfermeira irlandesa chamada Josephine "Com" McCombie que estava encarregada de cuidar o jovem Gardner. G. Gardner sofria de asma desde cedo, e, a sua enfermeira ofereceu-se para levá-lo para climas mais temperados às custas do seu pai. Iniciou as suas viagens em 1881 começando pelas Ilhas Canárias, e foram para Accra seguindo para a Ilha da Madeira. De acordo o biografo oficial de Gardner, J.C. Bracelin, Com gostava bastante de namoriscar e as suas viagens eram principalmente de "caça ao homem".

Em 1900, Com casou com David Elkington, um homem afortunado do Ceilão e concordaram com os Gardners que Gerald iria viver com ela numa plantação de chá chamada Ladbroke Estate.

Em 1905, Gardner voltou para Inglaterra para uma visita durante a qual passou algum tempo com uns familiares, os Surgensons, que começou a ter contacto com o oculto. Descobriu através de um rumor na família que o seu avô, Joseph, praticava bruxaria, e que, em 1610, um outro antepassado escocês, Grissell Gairdner, foi queimado por prática de bruxaria, em Newburgh.

Gerald ficou no Ceilão até 1908 quando decidiu mudar-se, primeiro para Singapura e depois para o Borneo.

Em 1908 tornou-se num plantador de borracha, primeiro em Borneo e depois na Malásia. Em Borneo tornou-se amigo de muitas tribos locais tornando-se numa antropólogo amador e fascinado pelas suas armas como também pelas suas crenças no politeísmo e espiritualidade.

Em 1923 tomou algumas posições de serviço civil como inspector na Malásia. Em 1936, com 52 anos, regressou à Inglaterra. Publicou o texto autoritário Keris and other Malay Weapons (1936), baseado na pesquisa sobre armas no sul Asiático e práticas de magia.

No regresso a Inglaterra adotou o naturismo, e aprofundou o interesse pelo oculto. Aqueles que o conheciam no movimento pagão moderno, como Doreen Valiente, dizem que era um forte adepto da terapia através do sol.

Gardner publicou entretanto dois trabalhos de ficção: A Goddess Arrives (1939) e High Magic's Aid (1949). Estes trabalhos foram seguidos de trabalhos já de investigação e portanto factuais: Witchcraft Today (1954) and The Meaning of Witchcraft (1959).

Gardner foi casado com uma mulher de nome Donna durante 33 anos, mas ela nunca fez parte das atividades neo-pagãs do marido.

Em 1964, depois de sofrer de um ataque cardíaco, Gardner morreu a bordo de um navio que regressava de Lebanon. Foi enterrado na Tunísia.
Wicca

Gardner afirmava ter sido iniciado em 1939 numa tradição de bruxaria religiosa que ele acreditava ser uma continuação do Paganismo Europeu. Doreen Valiente mais tarde identificou aquela que iniciou Gardner como sendo Dorothy Clutterbuck no livro A Witches' Bible, escrito por Janet e Stewart Farrar em 2002. Esta identificação foi baseada em referências que Valiente se lembrava de Gardner fazer a uma mulher a quem ele chamava de "Old Dorothy". Ronald Hutton diz, no entanto, no livro Triumph of the Moon, que a Tradição Gardneriana era largamente inspirada em membros da Rosicrucian Order Crotona Fellowship e especialmente por uma mulher conhecida pelo nome mágico de "Dafo". O Dr. Leo Ruickbie, no livro Witchcraft Out of the Shadows (2004), analisou as evidências documentais e concluiu que Aleister Crowley teve um papel crucial ao inspirar Gardner a criar uma nova religião pagã.

Ruickbie, Hutton e outros também discutem a hipótese de muito do que foi publicado sobre a Gardnerian Wicca, como a prática de Gardner se tornou conhecida, ter sido escrito por Doreen Valiente e Aleister Crowley.

O que se sabe é que ele fez a Bruxaria Wicca (principal caminho Neo-Pagão da atualidade) ser reconhecida como uma legítima Religião , e tendo feito apenas algumas atualizações e adaptações na "Antiga Religião" ao mundo moderno para isto.
Etimologia

Gardner, nos dois livros sobre o assunto, refere-se à bruxaria como "Wica", ou "A Arte". Em Inglês Arcaico, "Wicca" é um nome relativamente obscuro, masculino, derivado do Latim "ariolus", i.e., "mago", enquanto "Wicce" é o feminino equivalente, derivado do Latim "phitonissa", i.e., "o possesso; como em Pythia". O uso histórico da palavra "Wicca" como um tipo de religião não é etimologicamente


Tradição Gardneriana

Tradição Gardneriana

A Wicca Gardneriana é uma Tradição de Mistérios que é voltada para o desenvolvimento interior de cada um. É um caminho sacerdotal e iniciático, uma Tradição que não aceita ou reconhece auto-iniciações.

Essa Tradição é passada oralmente, incluindo as suas leis, procedimentos e fundamentos, culminando em ritos. Os seus iniciados servem aos Deuses por meio das antigas práticas, sendo guiados por ancestrais, seguindo um caminho religioso calcado na honra à Deusa e seu Divino Consorte, o Deus, exercendo o Sacerdócio dos Antigos de acordo com a tradição de ancestralidade de seu Clã.

Os membros da Tradição Gardneriana remontam a sua linhagem a uma das Sacerdotisas iniciadas por Gerald B. Gardner, entre as quais, as mais famosas são:

* Armeth (Doreen Valiente)
* Dayonnes (nunca permitiu divulgar o seu nome civil)
* Tanith (Lois Bourne)
* Thelema (Patricia Crowther)
* Ártemis (Eleonor 'Rae' Bone)
* Olwen (Monique Wilson)

A prática da Wicca Gardneriana é restrita aos covens imbuídos da chamada ancestralidade. A razão disso é que o BoS Gardneriano se mantêm em sigilo, sendo passado de Sacerdotes para Sacerdotes em conjunto com o conhecimento Oral.

O conhecimento Oral transmitido nunca pode ou poderá ser escrito, pois ele é a consolidação do aprendizado sobre inúmeras técnicas e práticas. Sendo assim, fica impossível transcrevê-lo em explicação teórica, uma vez que ele pode variar imensamente (conforme a situação, pessoa, etc). Rick Johnson (Alto Sacerdote do Coven Desert Henge) conseguiu exemplificar esse ponto muito bem:

"Posso fazer figuras da posição de Karate, de como quebrar um pedaço de madeira; posso descrever em todos os aspectos, porém só olhando para a mão do aluno vou poder verificar e explicar a posição exata, explicar sobre a intensidade da força e corrigir algum eventual erro."

Oficialmente somente só um Gardneriano pode formar outro Gardneriano, sendo a transmissão de conhecimento essencial e o respeito às polaridades onde um homem inicia uma mulher e esta inicia um homem.

A Wicca Gardneriana é uma religião de mistérios, transmitida formalmente a partir de um ritual de iniciação; conseqüentemente não é possível revelar exatamente como é praticada. É de domínio público que muitas vezes é celebrada com os participantes "Vestidos de Céu", ou seja, praticando a nudez ritual, uma vez que acreditam que o corpo humano emana poder. Evocam-se os poderes dos elementos, traça-se o círculo e, com os quatro elementos, purifica-se esse espaço sagrado e os participantes. Celebram-se os Sabás, Esbás e fazem-se reuniões, invocando os Deuses para honrem esses rituais com a sua presença. O clímax dos rituais ocorre no momento do Bolo e Vinho. Ao final, desfaz-se o círculo e restaura-se o espaço do mundo mundano. Os participantes procuram interagir com a natureza ao seu redor e em si próprios, através das técnicas que lhes foram transmitidas.

A Wicca Gardneriana é estudada desde Gardner, que a reconstruiu através de seu trabalho, unindo os conhecimentos que adquiriu nas versões do Livro da Sombra, um compêndio de rituais, conhecimento e ensinamentos, para que a Arte seja revivida com toda a sua força e beleza.

Caso algum Coven deseje praticar a Wicca Gardneriana, é necessário que explique ao novo integrante que praticam os ensinamentos que foram publicados a partir da Wicca Gardneriana, mas que não reivindicam descendência de nenhuma Sacerdotisa Gardneriana e, portanto as suas práticas podem ser consideradas apenas como inspiradas nesta Wicca. Fica redundante enfatizar que além de comunicar aos demais covens Gardnerianos sobre suas práticas, intenções e lisuras, como se for este o caminho escolhido é mais acertado buscar, pelo amor que tem a Arte, uma real iniciação na Tradição para evitar uma transmissão errônea de conhecimento (o que pode ocorrer mesmo nas melhores das intenções). Cabe ressaltar que em nenhum modo se incentiva nenhum coven a praticar a Wicca Gardneriana sem se ter sido devidamente iniciado na Tradição, mas caso isto ocorra que se aja com a maior consideração para com os integrantes de seu grupo e deferência com os Gardnerianos oficiais.

DEUSA ARADIA

DEUSA ARADIA

Aradia de Toscano, nasceu em 13 de agosto de 1313 em Volterra, Itália. Aradia era filha de Deusa Lunar Diana, sendo responsável pela perpetuação de seu culto. Alguns historiadores dizem que seu pai poderia ter sido Apolo, Lucifer ou Dianus.

Ela viveu entre os escravos que conseguiram escapar das garras dos senhores, nos montes de Alban e florestas perto do lago Nemi, na Itália. Aradia ensinou-lhes a Antiga Religião e pregava o amor pela liberdade. Além disso, trouxe esperança para os camponeses que eram explorados pela classe mais rica. Aumentou-lhes a auto-estima, deu-lhes o devido valor e ensinou-lhes a terem respeito por si próprios. Aradia colocou-os em harmonia com a natureza através de seus ritos sazonais e rituais da Lua Cheia.